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Um pouco de história e fetiche - Como a bolsa nasceu

As bolsas são tão antigas quanto a necessidade de carregar algo para algum lugar As primeiras bolsas provavelmente foram feitas de peles animais mastigados e secos e serviam como reservatório de comida e pedras que eram utilizadas como munição para a caça, essa algibeira é datada do século V e encontrada na antiga região de Scythian no norte da Europa hoje Rússia e China.

Com o desenvolvimento do metal, uma armação permitiu que as bolsas ficassem mais estruturadas mas ainda eram usadas amarradas envoltas da cintura e quadril, as bolsas eram andróginas e notava-se poucas diferenças entre as masculinas e femininas e a função agora era de guardar moedas. As sacolas maiores que eram usadas penduradas nos ombros (as atuais mochilas) eram peças exclusivas dos agricultores e trabalhadores braçais.

As bolsas, no decorrer dos séculos, acompanharam o desenvolvimento tecnológico das vestimentas até por que durante um bom tempo às bolsas não eram consideradas acessórios e sim parte integrante da roupa e seguiam a mesma padronagem e eram fixadas na cintura ou nas mangas.

Em 1790, em Paris, as bolsas passaram a ser carregada nas mãos e ganharam status de acessório e a partir de 1805 as senhoras não saiam de casa sem suas bolsas que se tornaram um acessório estritamente feminino, os homens substituíram as bolsas pelos bolsos.

Não podemos contar a estória das bolsas sem também contar a estória da emancipação feminina, como a mulher carregou seus objetos pessoais fechados como se carregasse ela própria. Uma boa bolsa torna-se extensão do corpo, um segundo sexo, uma pequena casa para uma vida móvel.

Ícones de elegância

No século 19 as bolsas começaram a despontar como símbolo de status e posse e entrando no século 20 com esses adjetivos bem consolidados. A bolsa clássica começou com cavalos e navios a vapor. Louis Vuitton fez baús de viagem para Napoleão III, e Hermès confeccionou selas para a aristocracia. Prada e Gucci fizeram malas e Fendi vendeu couro de boi e foca. O sucesso dessas marcas deu-se a capacidade de adaptação às exigências ano após ano, a inventividade a ao poder de criar no consumidor a necessidade de comprar uma bolsa como se esta fosse imprescindível ter.

O que hoje parece ser classificado como conservador a tempos atrás era radical. Louis Vuitton tinha logos pintados a mão na lona do seu baú de viagem em 1896 para afrontar os falsificadores. Emile-Maurice Hermès tinha a sabedoria para transformar couro para fabricação de sacos de guardar alimentos e selas em elegantes bolsas.

Depois da primeira guerra mundial quando o couro era escasso, Gucci confeccionou bolsas com lona de algodão e alças de bambu.

Hermès criou as quatro clássicas bolsas do século 20. A mais famosa bolsa chamada de Haut à Courroies por que a bolsa tinha um formato alto e longas correias de couro, foi criada em 1892 para carregar a sela. Em 1930 a bolsa foi adaptada para viagem, e transformou-se na mais famosa em 1956 quando a princesa Grace Kelly posou com a sua bolsa da capa da revista Life.
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